Compus a música Gaúcho Destino em 1993 para participar do I Festival de Música Gaúcha de Água Boa - MT, onde foi premiada com o troféu de Música Mais Popular. Em 1995 participamos do III Grito Pampeano do Nativismo em Canarana - MT, onde a música foi selecionada para o disco. Foram jurados neste festival Honeide Bertussi, Telmo de Lima Freitas, Délcio Tavares, Edson Otto e João Roberto Homrisch.
A melodia e o andamento brincam com os ritmos Milonga, de execução geralmente lenta e melódica, utilizada também para acompanhar os poetas-payadores, e a Vanera, ritmo quase que exclusivamente dançante, porém um pouco mais lento que o Vanerão. A transição entre ambos é feita por um Chamamé bem marcado e marca a passagem de incertezas e dificuldades para festa, alegria e satisfação.Gaúcho Destino
Autor: Dalci de Jesus Bagolin
Intérprete: Paulo Henrique Rebelatto
Nesta vida campesina, certo dia me bandiei
Cruzei estradas, céus e trilhas, meio xucro me criei
Seguindo os passos do tempo, ainda não me parei
Encontrei pedras e espinhos, nos lugares que deixei
Na vida que la se vai
Vou, vou em qualquer caminho
Gaúcho Destino não sabe parar
Abre a gaita fandangueira para a tristeza tosquear
Milonga vira vanera prá todo mundo dançar
Quando me lembro solito, dos fandangos de galpão
Do churrasco domingueiro, e das rodas de chimarrão
Me levo pelo compasso do mais louco vanerão
Mas logo a milonga volta, pra pialar o coração
É por isso que o gaúcho, faz na vida gauderiar
Sua chegada é o caminho, o seu destino o seu lar
Sem caudilho e sem patrão, lutando contra o rebenque
Tem o sonho na garupa, e o horizonte na frente
Vou, vou em qualquer caminho
Gaúcho Destino não sabe parar
Abre a gaita fandangueira para a tristeza tosquear
Milonga vira vanera prá todo mundo dançar
Nem a guaiaca vazia, não serve para apagar
O brilho da chinoquinha e a vontade de cantar
Esquecendo dos espinhos da vida de gauderiar
Deixo a milonga de lado para a vanera tocar
Como podem ouvir abaixo, a técnica de gravação, infelizmente, não foi das melhores.
A introdução no violão, que foi a primeira parte que criei, ficou um pouco ruim, mas depois melhora.
Agradeço ao amigo Paulo Henrique Rebelato pela interpretação, que deu vida, voz e sentimento a esta música. Acompanharam a gravação, eu no violão, Betinho na gaita, Gilmar Barella no baixo e o grande Caio Rodrigues no bumbo leguero.
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