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12 de dezembro de 2006

Dados da Estação Meteorológica de Água Boa – Boletim 014 – 12/12/06

Favor citar ao divulgar a fonte :

Ass. Eng. Agrônomos de Água Boa – AEAAB / SICREDI Araguaia

Dados até 12/12/2006

Setembro 19,1 mm
Outubro 188,4 mm
Novembro 324,6 mm
Dezembro 623,8 mm
------------------------------------------------
Total 2005/2ºSem 1.155,9 mm

Janeiro 190,8 mm
Fevereiro 546,8 mm
Março 218,2 mm
Abril 189,4 mm
Maio 0,0 mm
Junho 0,0 mm
Julho 0,0 mm

Agosto 0,0 mm
Setembro 71,6 mm
Outubro 328,6 mm
Novembro 172,8 mm
Dezembro 154,4 mm

Acumulado 2005/2006 2.301,1 mm
Acumulado 2006/2007 724,4 mm

Maior Precipitação em 1 dia
=> 24/10/06 = 91,2 mm
Maior Precipitação em 1 hora
=> 24/10/06 às 15:00 = 63,6 mm


Os dados completos encontram-se nos arquivos abaixo, seguindo a seguinte ordem:

D – Data
H - Rel.Hum.- Humidade Relativa (%) média
T - Airtemp – Temperatura do Ar (Cº) média
R - Radiation – Radiação (W/m2) média
C - Brightness – Comprimento do Dia (horas) total
M - LeafWetness – Molhamento Foliar (horas) total
V - Windspeed – Velocidade do Vento (m/s) média
P - Precipit. - Precipitação (mm) soma


Dados por Hora
Dados por Dia

7 de dezembro de 2006

Linha burra na “moratória” da soja

Em artigo publicado no dia 6 de novembro, quarta-feira, no jornal Folha de S. Paulo, o coordenador da campanha 'Y Ikatu Xingu pelo Instituto Socioambiental (ISA), Márcio Santilli, analisa o acordo firmado entre a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), o Greenpeace e grandes traders para uma "moratória" na compra da soja oriunda de novos desmatamentos. Santilli conclui que os importadores europeus estão fazendo uma interpretação perversa do pacto. Confira abaixo a íntegra do texto.

Acordo entre Greenpeace, Abiove e traders para uma "moratória" na compra da soja oriunda de novos desmatamentos está sendo interpretado de maneira perversa por importadores europeus, segregando produtores sem estimular a melhoria da qualidade socioambiental da produção. Melhor seria compartilhar no interior da cadeia produtiva os custos relativos à melhoria da qualidade.

A produção da soja tem suscitado acirrados debates. Em se tratando de uma atividade altamente capitalizada, pelo menos até o início da recente crise, e que é destinada ao mercado internacional, sob fortes demanda e concorrência, ela tem sido alvo de pressões mais agudas e freqüentes do que outras cadeias produtivas.

Um foco importante de debate se refere ao plantio de variedades transgênicas, ainda mal resolvido. Outro viés da polêmica diz respeito à qualidade socioambiental do produto: se ele provém de propriedades em que é respeitada a legislação trabalhista e ambiental, no que se refere à eventual ocorrência do uso do trabalho infantil ou forçado ou à supressão da cobertura vegetal nativa.

Bem mais crítica é a conexão com o desmatamento na Amazônia, que alcançou índices pornográficos em anos recentes, com impactos negativos sobre a biodiversidade e o clima. A maior parte do passivo ambiental na região está concentrada na pecuária, mas há regiões em que ocorre a conversão de floresta em plantações de soja, além do impacto indireto que geram ao deslocar outras atividades para áreas até então florestadas.

Nesse contexto, movimentos ambientalistas e de produtores alternaram críticas mútuas e tentativas de negociações sobre critérios de sustentabilidade para a produção, sobretudo em relação àquela destinada ao mercado europeu, onde são maiores as exigências dos consumidores e o poder de pressão dos ambientalistas.

Paralelamente, o Greenpeace realizou um movimento de pressão sobre os principais importadores europeus que resultou no anúncio de uma "moratória" na aquisição da soja que venha a ser produzida em áreas de novos desmatamentos. Como é difícil saber ao certo se a produção advém de áreas recentemente desmatadas, os compradores europeus encontraram uma maneira mais fácil de se esquivar da pressão dos ambientalistas, deixando de comprar a soja produzida ao norte da linha divisória entre o cerrado e a floresta amazônicos.

Assim, o resultado concreto do acordo entre o Greenpeace e a Abiove está sendo perverso. Estabelece uma linha burra, pois não há nada que garanta que a soja comprada ao sul esteja sendo produzida de acordo com as boas práticas ambientais e prejudica os esforços daqueles que eventualmente estejam produzindo de forma adequada ao norte da divisória ou que pretendam melhorar a qualidade da produção.

Se essa tendência prevalecer, como ficarão os proprietários sediados no bioma florestal? Deverão abrir mão das boas práticas, já que estarão excluídos dos mercados mais qualitativos? Embarcarão na onda das variedades transgênicas ou mudarão para a pecuária ou a cana-deaçúcar? De onde poderão obter recursos necessários à melhoria da qualidade da sua produção? E, por outro lado, liberada de qualquer critério, a produção de soja ao sul não pressionará ainda mais o bioma do cerrado, onde nascem as águas que formam a Bacia Amazônica?

A questão central está no planejamento da propriedade, e não na sua localização geográfica. E, embora novos desmatamentos sejam sempre indesejáveis, há casos em que eles são legalmente possíveis.

A discussão sobre critérios deve prosseguir ao largo desse equívoco, de modo a gerar um paradigma positivo que possa se estender às demais cadeias produtivas. Muito melhor que a suposta "moratória" seria enfrentar a questão concreta dos custos socioambientais de uma produção de boa qualidade por meio da constituição de um fundo composto por uma taxação acordada nas transações comerciais que seja revertido para projetos de apoio aos produtores dispostos a sanar os seus passivos ambientais e a melhorar a qualidade do seu produto. Se os compradores e consumidores desejam dispor sempre de soja de boa qualidade, devem colaborar ativamente com os seus parceiros, compartilhando os custos implícitos, venha ela de onde vier.

Márcio Santilli

15 de novembro de 2006

Suinocultura: Procedimentos e Controle

Ao ministrar o Curso de Administração Rural do CEPROTEC em Água Boa, ao discutir a aplicação da Qualidade total na Suinocultura resgatei aulguns materiais que produzi quando criava suínos:
Para saber mais sobre utilização da Qualidade Total na Agricultura ver o artigo A GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL NA AGROPECUÁRIA: ASPECTOS INTRODUTORIOS

11 de outubro de 2006

Homenagem ao Dia do Agrônomo - 12 de Outubro

Credo do ENGENHEIRO AGRÔNOMO

Tenho amor aos horizontes largos do campo, ao cheiro da terra, ao cair da chuva, a alegria do sol, as caricias do vento, ao cantico das aves e ao barulho das folhas causado pelo vento.
Tenho amor ao crescer das plantas, ao marulhar das searas, as ondas de ouro dos trigais maduros, ao desabrochar dos flocos de algodao, ao cheiro dos frutos maduros e ao brilho colorido da erva ondulante.
Tenho amor a todos os animals, grandes e pequenos,
criados por Deus para auxiliar o Homem; entemece-me a dedicacao dos cavalos, a indole confiante dos cameiros, a docilidade das vacas e a serenidade dos porcos nos cevados;
E a forma como agradecem o carinho e o cuidado corn que sao tratados.
Por amar estas coisas;
Creio na terra e na vida da gente do campo, nos seus anseios, nas suas aspirates e nas suas crencas ingenuas, nas suas faculdades e forcas para melhorar as condicoes de vida e criar urn ambiente agradavel para os que Ihe sao queridos. Creio nos lavradores como solido esteio da Nacao, reservatorio inesgotavel da sua prosperidade, a mais firme defesa contra os que, de dentro ou de fora, pretendem despoja-la.
Creio no direito do agricultor a um maior bem-estar, a urn nivel de vida que recompense o seu capital, o seu trabalho e a sua pencia e o coloque em situagao identica a dos que trabalham no comercio e na industria.
Creio no seu direito a colaborar corn os vizinhos para a defesa de interesses comuns e creio nos beneficios da ciencia posta a servico do seu born sense.
Creio na integridade dos lares rurais,
na pureza do amor das mocas do campo e na influencia que o lar deve ter sobre a cultura, a arte e a energia.
Creio nos jovens do campo, no seu anseio por se tomarem alguem, no seu direito a receberem preparacao intelectual, fisica e moral, e a responderem ao apelo da terra que reclama os seus bracos.
Creio no meu trabalho, na oportunidade que me da para ser util, no que encerra do espmto de humanidade e de fratemidade.
Creio nos services ao publico de que faco parte, no direito que tern em contar corn minha lealdade e o meu entusiasmo para propagar, seus principios estabelecidos e os ideais dos que buscam e encontram a verdade.
Creio em mim mesmo e humildemente, mas corn toda a sinceridade, ofereco-me para auxiliar os homens, as mulheres e as criancas do campo a tomarem prosperas as suas terras, confortaveis e belos os seus lares, harmonioso o ambiente da comunidade rural e assim, tornar util a minha propria vida.
E por ter amor a todas estas coisas e por crer em tudo isto que eu sou agronomo de campo.

(Extraido de um relatorio de viagens, de agronomos Portugueses.) Publicado em 1954 Extensao Agricola de Miguel Bechara

3 de outubro de 2006

DESENVOLVIMENTO RURAL: Da Dependência ao Protagonismo do Agricultor



Desde de a época em que trabalhava na EMPAER-MT admirava as idéias a respeito de Desenvolvimento Rural de Polan Lacki, Engenheiro Agrônomo paranaense, que durante muitos anos trabalhou na FAO.

O seu pensamento versa sobre a emancipação dos agricultures em relação à dependência dos governos, tecnologia apropriada, eficiência gerencial e educação rural.

Recentemente descobri o seu site com uma série de artigos.

Dentre seus artigos, gostaria de destacar este:
Buscando soluções para a crise da agricultura: no guichê do banco ou no banco da escola?

Nestas éopcas de crise agrícola, esta leitura clareia os horizontes.

e-mail: Polan.Lacki@onda.com.br

11 de novembro de 2005

Plantio Direto, o Sal da Terra


[2005-11-10] Plantio direto, o sal da terra: "No princípio era o arado puxado por animais. Depois vieram os implementos agrícolas com sofisticada mecanização, processos de irrigação e uso intensivo de fertilizantes e agro-químicos para atender às necessidades crescentes de produção. E a produtividade foi, durante décadas, o único parâmetro para medir a eficiência do processo agrícola. A degradação das terras alertou para a necessidade de outros indicadores para avaliar os sistemas de produção."

5 de novembro de 2005

Ante-Projeto de Centro Experimental de Água Boa


A Associação dos Engenheiros Agrônomos de Água Boa elaborou um Ante-Projeto de implantação de um Centro de Experimentação Agronômico em Água Boa, com o objetivo de testar cultivares e validar tecnologia para as condições da região.
O primeiro contato com a Prefeitura de Água Boa já foi realizado e o próximo passo agora é convidar as demais entidades para a formatação final do projeto e início dos trabalhos.
Durante as discussões surgiu a idéia de se criar a Fundação de Pesquisa Araguaia, para gerir este Centro de experimentação e promover a divulgação de seus resultados.
A seguir apresentamos o Ante-Projeto:

Ante-Projeto do Centro de Experimentação de Água Boa

29 de outubro de 2005

Estação Meteorológica de Água Boa - AEAAB/Sicredi Araguaia



Foi inaugurada durante a EXPOVALE em Água Boa a Estação Meteorológica de Água Boa.
A implantação da Estação foi iniciativa da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Água Boa, e contou com o patrocíni do SICREDI LESTE e apoio da Prefeitura de Água Boa.

Esta estação fornece os dados de temperatura, humidade relativa, chuva, radiação solar, molhamento foliar e velocidade do vento.

Através da Estação será possível o conhecimento exato de nosso clima, sabendo exatamente quanto choveu, qual a temperatura média da região, quais os períodos de menor humidade relativa entre outras informações.

Para os engenhoiros agrônomos e agricultures a estação terá fundamental importância pois auxiliará na definição da melhor época de plantio, na escolha de variedades, no monitoramento das condições favoráveis à ocorrência de doenças e na melhoria da aplicação de defensivos.

Após se ter uma série histórica de dados com mais de cinco anos, estes dados poderão ser utilizados pelos institutos meteorológicos para melhorarem a previsão climática para Água Boa.

Os recursos utilizados para patrocinar a estação foram do FATE (Fundo de Assistência Técnica e Educacional) , totalizando R$ 14.731,00

A participação da SICREDI Leste neste projeto foi fundamental, demonstrando interesse pelo aprimoramento técnico e econômico de nossa agricultura e pelo desenvolvimento de nossa comunidade, concretizando uma antiga aspiração da comunidade agromômica e científica da região.



Projeto de Implantação da Estação Meteorológica

Boletim Meteorológico 001
Boletim Meteorológico 002
Boletim Meteorológico 003
Boletim Meteorológico 004
Boletim Meteorológico 005
Boletim Meteorológico 006
Boletim Meteorológico 007
Boletim Meteorológico 008
Boletim Meteorológico 009
Boletim Meteorológico 010
Boletim Meteorológico 011
Boletim Meteorológico 012





27 de outubro de 2005

Estudo da Realidade Municipal - 1996



Durante o tempo que estive a frente da unidade EMPAER de Água Boa - MT, elaborei, juntamente com o CODERMA - Conselho de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Água Boa, o Estudo da Realidade Municipal, contendo dados sobre Solos, Clima, Hidrografia, Vegetação, Economia, Preços Agrícolas, e um disgnóstico da realidade rural feito pelas entidades representativas do setor.

Apesar de ter quase uma década, e de neste período ter havido o desmenbramento do município de Nova Nazaré, publico-o aqui por entender que tem dados históricos relevantes, e ser uma boa refererência sobre os aspéctos físicos e biológicos da região.

Estudo da Realidade Municipal de Água Boa - 1996